Dona Nelsa

Uma trajetória de sucesso

De um brilho sereno e intenso, os olhos verdes de Nelsa Trombino iluminam uma face plena e ativa. O sorriso leve irradia o amor que ela tem pela vida e a satisfação em receber clientes e amigos no Xapuri, que ela carinhosamente chama de “a minha casa”.
Nelsa Trombino tem descendência italiana, filha de Domingos e Dona Felícia, que como milhares de imigrantes deixaram para trás um país destruído pela Primeira Guerra em busca de nova vida. Um sitio na Baixada Santista foi o primeiro paradeiro da família, e neste pequeno sítio floresciam os frutos da terra: abóbora, mamão, limão, banana, laranja. Dona Felicia adaptava os novos sabores às receitas que trouxe da Itália. Cozinhar era tradição na Famíglia Trombino. Evidentemente, a pequena Nelsa herdou esse dom. Cresceu na cozinha com olhar curioso, colher de pau na mão, aprendendo “ao vivo” com a mamma.
Quando chegou a adolescência, Nelsa tomou posse da cozinha. O prazer da alquimia era seu talento inato. Na década de 50 conheceu e se encantou com quem seria seu futuro marido Fábio. Após 2 anos de noivado, eles se casaram e partiram para as Minas Gerais. Primeiro instalaram-se em Belo Horizonte, onde tiveram as duas primeiras filhas Fernanda e Fabiana. Logo após, mudaram-se para a fazenda do sogro, a fazenda Maracujá, encravada entre as cidadezinhas de Luz e Lagoa da Prata, onde nasceu o terceiro filho, Flávio. A fazenda era enorme, com vários pomares, fábrica de doces, polvilho, farinha de mandioca. Um verdadeiro parque temático.
No início dos anos 80, Nelsa e sua família voltaram a Belo Horizonte e concluíram o plano de construir uma casa na Pampulha. Nasce daí o início da história do Restaurante Xapuri. Almoços oferecidos aos amigos se tornaram uma fonte de renda para Nelsa. No início eram pequenas reuniões com os amigos, a casa começou a encher aos finais de semana e Nelsa enxergou uma oportunidade de começar a cobrar as deliciosas refeições. A notícia se espalhou e Dona Nelsa ficou famosa na região. Todos queriam aquelas delícias mineiras e aquele ambiente calmo, rústico e cheio de prosa.

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